Blog – A arrogância nossa de cada dia

A arrogância nossa de cada dia

Mais um blog #desabafo.

É bem difícil lidar com pessoas arrogantes. Carambolas voadoras, não aguento mais pessoas que acham que são a última coca cola do verão. De verdade, estou exausta!

Não! E o pior é que elas agem assim sem motivo algum. Se fosse a JK Rowling dando uma de escritora picuda pra cima de mim, eu até aceitaria. Afinal, ela é uma escritora picuda. Agora, quando a gente vê garotinhos de treze anos tentando dar lição de moral nos outros… ah, amigo, aí a Tia Mari aqui se irrita. Se irrita tanto que chega a escrever em terceira pessoa falando de si mesma. Olha que absurdo!

Vou contar o que aconteceu:

Como vocês sabem, eu resolvi voltar ao Wattpad. Não, não irei largar a Amazon e nem deixar de publicar meus livros em formato impresso, porém, eu senti muita falta da interação que o Wattpad traz. Diferente de outros meios, lá o leitor interage com você 

o tempo todo. É como se você tivesse um termômetro de aprovação. As pessoas leem, comentam e votam. Simples assim. Eu amo ler os comentários e faço questão de responder sempre. Uma delícia.

Por esse motivo, resolvi escrever um livro por lá. Como eu não sou a especialista em Wattpad, achei melhor fazer uma simples pergunta num dos grupos de facebook. Minha pergunta não era nada demais. Só queria saber se os leitores de lá curtem saber o “elenco” do livro. Ou seja, que eu colocasse um rosto (normalmente usando imagens de famosos) para cada personagem.

Por diversas vezes, já me perguntaram quem eu imaginava que fosse o personagem tal da minha história. Eu nunca me liguei muito nisso, mas aprendi que precisamos nos adaptar. Por isso, de vez em quando, eu procuro dar rosto aos personagens, uma vez que os leitores querem saber.

Ok, enfim, whatever. Mas o que isso tem a ver com a arrogância?

Voltando ao grupo do facebook, eu deixei lá a pergunta. Meus amigos, eu recebi cada resposta… Umas normais, dizendo ‘sim’ ou ‘não’. Outras… nem jesus na causa. Mano, sério! Quanta criança mal-educada e arrogante existe nesse mundo.

Teve um garoto, no auge dos seus doze anos, que me respondeu “use palavras para escrever seu livro”. O garoto nem me conhece, não sabe de onde venho e nem o que eu faço e acha que pode simplesmente ser escroto desse jeito. Em primeiro lugar, respeito é bom e eu gosto muito. Em segundo, não preciso nem dizer que sei como usar palavras (acho que isso é meio óbvio). Em terceiro, eu fuxiquei o wattpad dele e a história que ele está escrevendo tem, sei lá, 200 leituras.

Ou seja, um tremendo babaca, completamente arrogante e sem qualquer bagagem como escritor.

Teve outra menina que veio falando de amadorismo e blá blá blá.

Para os dois, eu preparei aquela resposta. Sabe AQUELA resposta? Então. Escrevi mesmo. Disse um monte de verdades na cara deles e enviei.

Cinco segundos depois, apaguei o post.

Ué, Mari, por que você fez isso?

Eu fiz isso porque, sinceramente, acho que minha resposta não faria diferença. A arrogância deles não será posta de lado por causa de uma resposta malcriada minha. De verdade. Em vez de me aborrecer, eu deixei de lado. Se eles querem ser babacas, boa sorte! O mercado editorial tá cheio de gente que se acha o pica das galáxias. Bom pra eles. Quanto mais alto voam, maior a queda. A vida nos ensina muito mais do que um comentário no facebook. Deixo que eles se achem super fodásticos no Wattpad e que, quando aprenderem que esse comportamento não os levará a lugar algum no mundo real, que aprendam um pouco mais sobre humildade.

Durante essa minha ainda curta caminhada pelo mercado editorial, eu tenho feito cada descoberta… Nossa, sério, tem muita gente arrogante nesse mundo. E não adianta você falar que estão errados ou que não são maravilhosos. Se você fizer isso, eles não hesitam em dizer “eu sou o tal, fica quieta que você não sabe de nada”. Já passei por uma situação assim. Na hora dói. Mas depois, quando a pessoa se ferra exatamente por causa da decisão que tomou, aí a gente sorri. Não por vingança, mas pela comprovação de que a sua ideia estava certa.

Porém, a arrogância falou mais alto. O que eu posso fazer?

Eu vou continuar do mesmo jeito, conversando com todo mundo, respondendo todas as mensagens com educação (até mesmo as deselegantes) e jamais achando que sou melhor do que os outros. No fundo, somos todos iguais. Nascemos iguais e morremos iguais. O que nos diferencia é o que fazemos entre esses dois momentos. São os laços que criamos, as amizades que fazemos e as mensagens que deixamos. O resto… Ah, o resto pouco importa.

Eu quero mais é ser feliz, continuar vivendo da mesma forma de sempre, escrevendo livro atrás de livro e sorrindo.

Vamos sorrir junto comigo?