Fechando o bar

Fechando o bar

Ontem à noite, eu fechei o bar com um amigo meu. No vocabulário carioca, isso quer dizer que nós fomos os últimos a sair do bar. Eu fiquei pasma! Gente, sabe há quantos anos eu não fazia isso? Pelo menos sete. Minha filha está com seis anos e meio, antes disso teve a gravidez e tal…

Ca-ra-co-les! Eu bebi até depois das duas da manhã. Não, não estou aqui para pagar de cachaceira. Eu só estou aqui para comemorar a possibilidade de fazer isso. Pra quem não sabe, eu vivo sozinha com a minha filha e meu cachorro em uma cidade do interior, enquanto minha família vive na capital. Isso quer dizer que eu não tenho tempo/chance de ficar bebendo até duas da manhã. NUNCA.

Na verdade, não sou lá uma grande frequentadora de bares. Prefiro reservar para momentos mais legais… Já tive a minha fase de detonar meu fígado. Hoje, minhas prioridades são outras.

Só que, às vezes, é bom poder se encontrar com amigos, beber e conversar até não aguentar mais. Faz parte da vida.

 

Sabe qual é o mais impresionante? Desta vez, eu não fiquei de ressaca. Foi então que eu me dei conta da coisa mais incrível de todas. Pessoas, venho por meio deste trazer um anúncio muito importante: eu cresci.

Para! Para tudo! Eu sou uma pessoa adulta.

Pagar conta é fácil. Eu sou adulta porque, além de pagar conta, não tenho oportunidade de beber até às tantas e, quando o faço, acordo de boas e sem ressaca. Não contem pra ninguém, mas estou com quase trinta anos. Trinta! Eu juro que está batendo aquele senso de velhice precoce. Confesso que estou com medo de surtar e fazer algo permitido apenas para menores de vinte e um anos.

Não importa. Minha crise dos trinta tá chegando. Por outro lado, não tenho mais ressaca!

Beijos pra você, porque eu sou gente grande.