Lixo Literário

Lixo Literário

Eu falei sobre arrogância e agora venho falar de preconceito. Ah, o mercado editorial…

É bem triste ver escritores cheios de ego falando mal dos coleguinhas. No caso, a coleguinha fui eu. Se você acompanha meu Instagram, então já sabe do que estou falando. Como esta é a semana do frete grátis, coloquei banners nas minhas redes sociais para divulgar a promoção. Na segunda-feira, eu vi um comentário em um post que fiz no Facebook e me espantei quando li as palavras “lixo literário” sendo usadas para definir os meus livros. Se vocês estão aqui no meu blog, sabem que eu escrevo romances sexy e com muito humor. Tem sexo? Sim. É leve? Sim. Tem drama? Não. Aborda temas polêmicos? Não. Tem qualidade literária? Essa foi a resposta que o fulano não quis nem pensar em responder.

Vamos por parte.

Para mim, literatura é vida. Sou apaixonada por clássicos da literatura inglesa e também curto distopias. Já li de García Márquez a Keyes. De Clarice a PJ. De bulas a lista de compras. Não importa, estou sempre lendo. E estudando. E lendo ainda 

 

mais. Não sei se pra vocês é a mesma coisa, mas eu quase não assisto TV. Não entendo as referências e fico boiando quando citam nomes de atores de novelas. Meu refúgio é nos livros.

Por isso, vejo com muita nitidez o lado de entretenimento da literatura. Parece meio óbvio, mas livros podem ser, sim, apenas para distrair as pessoas. Oooooohhhhhhh. Assim como tem gente que curte novela (seja da Globo ou mexicana), tem gente que curte reality shows, telejornais, documentários e filmes de super-heróis. Da mesma forma que tem gente que curte livros de sci-fi, fantasia, drama ou históricos, tem aqueles que amam um romance de molhar a calcinha!

Minha pergunta é: algum deles precisa ser desvalorizado?

Para escrever um livro, eu tenho processos pelos quais preciso passar. O primeiro é o brainstorming. Eu penso, penso, penso e penso no que vou escrever. Desenvolvo a história na minha mente antes de colocá-la no papel. Depois, eu faço um mapa mental do que eu preciso que apareça na história. Só depois de eu ter uma estrutura é que eu começo a escrever. Quem lê meus livros sabe que eu não sou a pessoa mais descritiva do mundo. Na verdade, estou pouco me lixando para as roupas que os personagens estão usando ou para a distribuição da sala de jantar. O que quero dizer é que eu não exagero nas discrições, apenas as uso quando acho realmente necessário. Eu prefiro escrever sentimentos, sensações, dúvidas…

Minha intenção é que o leitor se divirta, que se veja em um dos personagens. Que ele dê risadas e, ao terminar a leitura, esteja se sentindo leve e tenha um sorriso no rosto. Será que é tão lixo assim? Será que trazer um pouco de alegria é ruim?

Eu poderia ter dado uma resposta malcriada, dizendo das técnicas que uso, das faculdades que fiz, do estudo de mercado e público alvo que quero atingir… blá, blá, blá. Mas não farei isso. Como sempre, vou usar o meu espaço para desabafar. Afinal, ele não vai ouvir. Nada do que eu disser vai fazer com que ele se convença de que meu livro não é um lixo.

Eu tenho leitores maravilhosos, que sempre vêm elogiar meu trabalho e que fazem questão de ler o que eu escrevo. Para mim, isso basta. Haters gonna hate. Fazer o quê?

Enquanto isso, eu continuo escrevendo histórias de amor, com finais felizes, cenas que te fazem sentir coisinhas gostosas lá embaixo e que vão te arrancar algumas risadas.