Blog – Meu processo de escrita

Meu processo de escrita

O blog de hoje é mais leve… Essas eleições têm me tirado o sono, e eu preciso relaxar. Já até desativei meu facebook. Estou ficando doente, lindezas. De verdade. Não estou aguentando mais de tanta preocupação. Por isso, resolvi mudar o foco e escrever sobre coisas mais legais. Quem sabe deixar que vocês conheçam um pouco mais sobre mim. O que acham?

Várias pessoas vêm me fazer algumas perguntas, e eu sempre as respondo. Então, nada mais justo do que falar por aqui também. Uma auto-entrevista parece muito egocêntrico da minha parte, sendo assim, optei por fazer o que (eu acho) faço de melhor: escrever um texto.

Aí vai…

Eu sempre escrevi. Não apenas livros, mas sentimentos também. Acho que isso explica o fato de vocês quase nunca saberem o que meus personagens estão usando. Como vocês devem ter percebido ao longo desses últimos oito livros que lancei, prefiro dar ênfase àquilo que eles estão pensando e sentido ao invés do que estão vestindo ou vendo.

Poucas pessoas sabem, mas já passei por um período bastante depressivo. Para me curar, escrevia. Escrevia. Escrevia. Tinha cadernos e mais cadernos com tudo aquilo que estava pensando ou sentindo. Meu querido diário tinha, pelo menos, três textos por dia. Foi assim que comecei a me enxergar melhor e a aceitar o que acontecia ao meu redor. Talvez por isso meus últimos posts tenham sido sobre política, afinal, é o que está na minha cabeça nos últimos tempos.

Sendo assim, cadernos viraram meus melhores amigos. É lá que eu me organizo para um livro novo. Antes de começar a escrever, eu passo por um período de “namoro” com a história. Afinal, não podemos nos casar sem ao menos conhecermos o outro, não é mesmo?

Durante algumas semanas, fico com aquela história na cabeça. Remoendo, cogitando hipóteses, formando cenas… Em seguida, vou para o caderninho, onde faço minhas anotações principais. Quem me conhece sabe que sou muito desorganizada. Uma bagunceira nata. Por isso que minhas anotações talvez não façam sentido para todo mundo. Às vezes, são apenas frases soltas, que, futuramente, pertencerão a capítulos diversos do livro.

Após bagunçar bastante meu caderno, vou para o computador e deixo a história nascer. Ela conversa comigo e ganha vida própria, e acho que, por isso, não deixo nada muito estático.

Caos organizado ou apenas uma legitimação para continuar sendo bagunceira?

Acho que esse é o motivo de Nunca Vou Me Iludir ter sido tão complexo para mim. Já disse que foi o livro mais difícil que eu escrevi? Ainda não? Pois é. Foi extremamente difícil conseguir um “felizes para sempre” do Gael. Ele não queria! Ele queria ser solteiro, pegador, descompromissado com tudo e todos (a não ser com seu trabalho). Porém, eu sabia que as minhas lindas leitoras me odiariam para sempre se eu o deixasse sozinho no mundo (literário, porque se fosse no mundo real, teria uma fila de pretendentes). Parei de escrever por um tempo e me permiti respirar. Criei situações A, B e C, que depois foram devidamente apagadas! Demorei bastante até conseguir que ele estivesse pronto para um relacionamento. Só lancei o livro quando estava tranquila com o rumo que o ele tinha tomado.

A primeira cena que imaginei quando escrevi a história de Gael foi a que ele conheceu Bela pela primeira vez. Eu tinha aquela imagem na cabeça, dele se declarando para um bebê recém-nascido. Talvez tenha sido por isso que ficou tão difícil de escrever.

Outra coisa que acho que nunca falei pra vocês é o fato de eu começar a escrever um livro quando a cena final está na minha cabeça. É quase sempre assim. Eu penso no final feliz e de lá organizo o resto da história. Vou imaginando cenas, contextos, falas… Nada muito estático, apenas uns flashes do que está por vir. Depois disso, vou para o computador e me perco nas palavras. Muitas vezes, quando blogueiros postam quotes, eu fico me perguntando: “fui eu quem escrevi isso aí? Nossa, como eu sou profunda…”. Mas, na verdade, é porque quase não me lembro do que pus no papel. Não me julguem.

Mais um fator que acho legal compartilhar com vocês é que eu nunca releio minhas histórias. Os maiores escritores (pelo menos os que eu acompanho no instagram) falam repetidamente da importância de editar a história: excluir e incluir aquilo que você acha que vai melhorar o resultado.

Só que eu sou bastante indecisa e acabo reformulando demais. O que, para mim, corta a essência do que eu escrevi antes. É por isso que envio tudo para as minhas betas e depois para a revisora. Só então que faço as alterações (que elas pedem).

Por isso, se vocês leram Casada Por Acidente no Wattpad, fiquem sabendo que aquilo ainda não é a história que irá para a Amazon. É apenas um vômito de palavras e sentimentos. Tem palavras repetidas? Sim. Tem coisas a serem ajustadas? Claro! Mas é assim que eu consigo produzir.

Já me perguntaram também sobre minha rotina de trabalho. Confesso que esse tem sido o ponto chave neste momento da minha vida. Ano passado, em agosto de 2017, eu parei de dar aula de inglês em cursos e escolas, mas continuei com os alunos particulares (uma, inclusive, era a pessoa que ouvia todas as histórias presas na minha cabeça. Hoje, ela é uma das minhas leitoras beta). Porém, foi apenas neste ano que parei de dar aula para me concentrar na escrita. Faço revisões também, mas, ano que vem, será mais uma coisa deixada de lado para que eu possa focar 100% nos meus livros. Confesso que estou super ansiosa e apreensiva. Desejem-me sorte.

Voltando à rotina, acho que, aqui, a questão nem é tanto sobre organização, e sim sobre os horários. Vou fazer uma confissão: eu não funciono à tarde. Pronto, falei. Sou ótima pela manhã e no início da noite. À tarde, tudo que eu quero é ver vídeos sobre a Marvel e Harry Potter no youtube enquanto finjo que estou produzindo alguma coisa. Uma desgraça!

O meu horário preferido para escrever é entre quatro e meia e dez da noite. Nossa, como flui… De manhã cedo também consigo, mas demoro muito mais a organizar as ideias. É por isso que reservo a parte da manhã para gerenciar coisas mais “burocráticas” (e-mails, posts, listas, revisões…) e permito-me escrever apenas à noite. É meu momento de maior criatividade.

Para realmente fazer alguma coisa entre uma e quatro da tarde, preciso não estar em casa. Tudo aqui me distrai, gente. É horrível.

Eu já disse que tenho planos para lançar um livro por mês em 2019. Juro que estou empenhada nessa ideia, mas, sinceramente, não sei se vou conseguir. Talvez demore mais do que um mês, mas serão muitos livros para vocês. Quem aqui está ansioso junto comigo? Já disse que sou muuuuuuito ansiosa?

Encerro este blog por aqui. Não sei mais o que falar… Mas, se quiserem, mandem suas perguntas e eu responderei a cada uma delas. Sempre! Fico muito feliz todas as vezes que leitores vêm falar comigo.