Blog – O que te motiva?

O que te motiva?

Acho, sinceramente, que o país inteiro – independentemente da posição política, religião ou modo de pensar – está passando por uma fase bem… estranha. Sim, estranha. Acho isso porque vemos dois grandes inimigos da população. Como já disse em outro blog, é o ódio contra o PT e o ódio contra o Bolsonaro.

E esse excesso de ódio não tem feito bem pra mim… De verdade. Eu estou ficando doente com tudo que vem acontecendo.

Não, este não é um blog político e não estou aqui para perguntar em quem você vai votar. Minha pergunta é: o que te motiva a continuar na luta (seja lá qual for a sua)? O que faz você acordar de manhã e sentir vontade de ser uma pessoa melhor e de correr atrás dos seus sonhos? Mais ainda, quais são os seus sonhos?

Eu estou passando por uma fase assim agora. Acima de tudo, amo minha filha, minha família e meu trabalho como escritora. Isso me motiva demais. Saber que tenho milhões de histórias presas na minha cabeça só me dá mais vontade de querer escrever. Saber que eu tenho uma filha que sorri todas as vezes que eu digo que terminei um livro, mostra que eu estou no caminho certo.

Imagino que, para muitas pessoas, a situação seja similar. Só que, às vezes, isso não é suficiente.

Nós, humanos, somos seres sociais (por mais antissociais que possamos ser de vez em quando). É por isso que a atitude dos demais influenciam, e muito, em nossa motivação. Veja o meu caso, por exemplo: cada vez que eu ganho um #stalkerdamari ou um leitor vem falar comigo, parece que eu acabei de tomar o primeiro gole de café da manhã. É uma dose de energia, de disposição, de vontade de fazer mais. Por isso, eu digo que vocês, meus leitores, me motivam e muito. Muito obrigada.

Além da nossa motivação, precisamos tentar entender o que leva as pessoas a fazerem o que fazem. “Como assim, Mari?”, você deve estar perguntando.

Acho que, de tudo que vocês conhecem a meu respeito, sabem que eu sou uma pessoa que apoia a liberdade e a igualdade acima de tudo, certo? Se não sabiam, acabaram de descobrir.

Enfim… É por isso que eu sempre tento me colocar no lugar das pessoas e entender o que as leva a tomarem determinadas atitudes.

São tempos de intolerância… Sim, são. Mas por quê? São tempos de medo. Sim, mas por quê? São tempos de muita tristeza. Sim, mas por quê? Imagino que, ao ler minhas perguntas, você deve ter criado algumas respostas em sua cabeça. 

Possivelmente, essa resposta é diferente da minha, apesar de vivermos no mesmo país e no mesmo período de tempo. 

Cada um vê o mundo de uma forma. E isso é lindo, até começar a machucar o próximo. Aí é preciso parar e refletir sobre as suas decisões, ao caminho que você está chegando para atingir o que quer. O que estou falando serve para todos!

Por isso, eu peço que você sempre tente se colocar no lugar do outro antes de tomar qualquer atitude. O medo faz com que sejamos inconsequentes, e isso é um grande problema. Então, eu reforço meu pedido: antes de fazer, tente se imaginar no outro lado.

“Não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você.”

Acho que esse deveria ser nosso lema de agora em diante. Porque o respeito e o amor ao próximo devem falar muito mais alto do que qualquer motivação.

“Os fins justificam os meios.”

Eu discordo demais disso. Ao meu ver, nada justificar machucar quem está ao meu lado só para conseguir o que eu quero. Devemos aceitar mais e julgar menos. E ajudar. Devemos ajudar SEMPRE. Você nunca sabe quando pode ser você a precisar de ajuda. Colhemos o que plantamos. É com isso em mente que eu peço: que tal plantarmos amor, tolerância e empatia?