Blog – Simba, meu companheiro de escrita!

Simba, meu companheiro de escrita!

Quando eu comecei a escrever (com o intuito de publicar livros), até tinha um certo ritual de escrita. Mas depois eu percebi que, às vezes, eu só precisava sentar e escrever. Não tinha tempo para todo o ritual e blábláblá. Queria eu ser tão organizada assim. Então, qualquer lugar virou lugar. Sofá, mesa, enquanto como, no carro… Uma loucura!

Quando estou em casa, sentada no sofá digitando, há sempre uma constante: o Simba. Por mais que eu seja apaixonada pelo Rei Leão, não é desse Simba que estou falando. O Simba em questão é o meu cachorro, um Staffordshire Bull Terrier, também conhecido como Boca. Meu cachorro sofre de SUN – Síndrome do Último da Ninhada. Ou seja, o bicho é carente.

Vocês não têm ideia. Ele parece um Pitbull, mas pede carinho pra todo mundo. O cúmulo da carência foi quando ele entrou num carrinho de bebê para que o tal bebê (de onze meses) ficasse com ele no colo. Além de SUN, ele sofre de complexo de Shitzu. Ele se acha pequenininho, mas tem vinte quilos de puro amor e falta de senso.

 

Eu sou apaixonada pelo meu cachorro. Mas escrever com ele por perto é complicado. Minhas mãos só podem ter uma função: fazer carinho nele. Simba literalmente coloca a cabeça em cima do teclado do notebook para que eu não consiga escrever. Ô cachorrinho carente e ciumento…

Quando ele se comporta e eu consigo trabalhar, fica grudado em mim escutando cada clique. Já desisti de tentar fazer com que ele se comporte. De acordo com meu cachorro, eu deveria apenas ter uma profissão: acariciadora do filho canino.

Aqui em casa, somos três capricornianos: eu, Simba e minha filha, a Gabi. Quando os dois estão em casa, eles literalmente brigam para ver quem vai ganhar o carinho da vez! A Gabi briga com ele, dizendo que a mãe é dela. Simba entra no meio, me afastando da Gabriela. É muito ciúme pra pouco metro quadrado, mas confesso que eu amo cada minuto dessa bagunça. Quando eu não estou no meio, os dois ficam se agarrando e o cachorro vira travesseiro. 

É muito amor envolvido.

Desculpa, gente, mas essa escritora aqui não curte gatos. Julguem-me! Sou dog person total. Principalmente por meu cachorro ser tão participativo assim na minha vida profissional.

Não tenho mais um ritual de escrita. Agora, só tenho o Simba.